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Quem executa sabe onde a rotina quebra — e costuma ser o último a ser ouvido

P · Pessoas Diagnóstico de rotinas

Peça a um gestor que descreva a rotina que ele quer automatizar. Em dez minutos você tem um fluxo limpo, com começo, meio e fim. Ele não está mentindo: está descrevendo o processo aprovado — o executado é outro, e mora com outra pessoa.

Entre os dois existe uma camada de correções que nunca foi documentada, porque cada uma nasceu de um problema pequeno demais para virar reunião: o campo que sempre vem em branco e alguém preenche de cabeça, a planilha paralela que existe porque o sistema não aceita meia unidade. É ali que a automação quebra: construída sobre o processo imaginado, ela passa no teste e falha na segunda semana.

Quem conhece as exceções é quem executa, e essa pessoa só conta se a conversa não parecer auditoria. Quando o levantamento chega com cara de medir gente, a resposta é o processo oficial, recitado direitinho: ninguém entrega de graça o atalho que inventou, porque atalho, visto de cima, parece erro. O que destrava é a pergunta ser sobre o trabalho, não sobre a pessoa: onde isso dá errado, o que você refaz.

Por isso o diagnóstico acompanha a semana de quem executa em vez de entrevistar quem administra. Meço tempo e frequência de cada rotina, classifico por fragilidade e por risco de erro, e você recebe a planilha com horas por mês e custo de cada uma, a lista priorizada e, explicitamente, o que não vale automatizar. R$ 1.800 a 3.000, três dias úteis, até 3 áreas ou 15 rotinas mapeadas — acima disso, segunda rodada —, com 50% de desconto em caso de atraso nosso.

Lente Pessoas. O lado operacional: quem executa, quem adota, quem resiste.

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