Perspectivas
Sua automação mora na casa dos outros: o que sai com você quando o contrato termina
A empresa decidiu trocar de ferramenta e descobriu que não tinha o que levar. O fluxo estava desenhado dentro da plataforma do fornecedor, e o que dava para exportar era um arquivo que só a própria plataforma lê. Dois anos de regra de negócio, nenhuma linha do lado de cá.
Três perguntas costumam não ter resposta no contrato de assinatura: em que formato o seu processo sai, quanto tempo você tem para tirá-lo depois do cancelamento, e quem decide o reajuste. A resposta às três é a mesma: o fornecedor. Enquanto o preço está bom, ninguém pergunta.
Pior ainda quando a licença vem embutida na fatura de quem prestou o serviço. Aí o fornecedor tem a mão na margem de quem você contratou, e todo reajuste dele chega até você como conversa difícil ou como prejuízo de alguém no meio do caminho. A continuidade da operação passou a depender de um contrato do qual você não participa.
Isto não é parecer jurídico — a leitura do seu contrato é do advogado de sua confiança. A parte que é de desenho, e não de tribunal, tem solução conhecida: o resgate reconstrói a automação na pilha sem licença e entrega a automação equivalente documentada, com o comparativo de custo antes e depois e o plano de corte da assinatura, com data, para você executar. R$ 3.000 a 10.000, de cinco a dez dias úteis, até 8 automações; acima disso é projeto orçado à parte. Entrega no prazo do contrato, com 50% de desconto em caso de atraso nosso, e 30 dias de garantia de defeito de construção.
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